Investimento, Imobiliária

Investimentos chineses no setor imobiliário americano superam os 100 bilhões de dólares nos últimos cinco anos

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Os chineses se transformaram nos principais compradores de bens imobiliários nos Estados Unidos e destinam bilhões de dólares a investimentos considerados seguros, aponta um estudo publicado pelo instituto Asia Society e pela firma Rosen Consulting Group.

Esse entusiasmo tem contribuído para a recuperação do setor, prejudicado pela crise de 2008 detonada pelas hipotecas tóxicas “subprime”, segundo os autores do estudo.

Alguns dos bens adquiridos é  o tradicional hotel Waldorf Astoria em Nova York, comprado pela seguradora chinesa Anbang em 2015 por 2 bilhões de dólares.

A maior demanda dos chineses é por imóveis comerciais.  Nesse mercado, eles colecionam alguns troféus. É o caso do famoso prédio da General Motors, localizado na esquina da 5ª Avenida com a Madison, no coração de Manhattan. A empresária chinesa Zhang Xin, CEO da Soho China, maior desenvolvedor imobiliário de Pequim, comprou 40% do arranha-céu, em parceria com o banco brasileiro Safra.

Os investimentos chineses estão concentrados nas regiões mais caras, como Nova York, Los Angeles, San Francisco e Seattle, mas se estendem a Chicago, Miami e Las Vegas.

A cidade de Nova York, principal beneficiária do investimento chinês em imóveis comerciais, foi palco de muitos dos maiores negócios do ano. Das dez maiores transações em 2016, metade estava em Manhattan e 63% dessas transações estavam em prédios de escritórios.

Na área de São Francisco, o investimento cresceu para US $ 2,9 bilhões em 2015, ante US $ 464 milhões em 2013, enquanto em Los Angeles, o investimento permaneceu estável em 2016, ligeiramente abaixo da alta em 2014, quando várias mega transações elevaram o total.

A maioria do investimento chinês no exterior é feita por empresas estatais. Embora, de acordo com alguns relatos, 90% destes investimentos tenham resultado em perdas, é a estratégia do regime solucionar o problema da alta dependência da China de recursos externos.

O capital privado chinês também tem buscado projetos de desenvolvimento e altos lucros em outros países. Em 2011, as empresas privadas foram responsáveis por apenas 11% do investimento chinês no exterior. Mas em 2015 esse valor subiu para 41,2%.

De acordo com o Relatório do Mercado de Investimento Estrangeiro da China de 2015, o investimento no exterior da China em imóveis cresceu 41,5% em 2015, para um recorde de 21,37 bilhões de dólares.

Alguns dos maiores negócios foram feitos por companhias de seguros chinesas, que foram autorizadas a investir até 15% de seus ativos no exterior a partir de 2012.

Entre 2015 e 2016, mais de metade de todos os investimentos dos investidores chineses foram feitos pelas seguradoras chinesas. A Anbang Insurance Group fechou a maior parte de sua aquisição de US $ 6,5 bilhões da Strategic Hotels & Resorts (o Hotel del Coronado foi removido do acordo por razões de segurança, reduzindo o valor em US $ 1 bilhão) e a China Life Insurance comprou um portfólio de hotéis Da Starwood Capital Group por US $ 2 bilhões.

Em abril do ano passado, o Grupo Rhodium e a Comissão Nacional de Relações EUA-China emitiram em conjunto o relatório “Novos Vizinhos—Atualização de 2016”.

O documento observa que a partir do final de 2015, o número de empresas de financiamento chinês nos Estados Unidos atingiu mais de 1.900, espalhando-se por 362 dos 435 distritos eleitorais e empregando diretamente cerca de 90 mil funcionários em tempo integral nos EUA.

Os EUA atraem o maior volume do capital chinês, muito dele fluindo por meio do Programa Investor Imigrante EB-5. Até ao final do terceiro trimestre de 2015, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) havia aprovado 6.498 aplicações do tipo EB-5, e a grande maioria era de investidores chineses.

Forte presença no mercado residencial

“O que destaca a China não é somente o tamanho dos investimentos, mas também sua ampla gama, que se estende a todos os setores, como: finanças, tecnologia, cinema e entretenimento, energia e uma forte presença no mercado residencial”, diz o estudo.

Nos investimentos em bens imobiliários residenciais, os chineses superam agora os canadenses, que durante muito tempo foram os principais investidores no setor imobiliário residencial dos Estados Unidos. Apenas em 2015, as aquisições de imóveis comerciais e residenciais feitas por chineses somaram 37,1 bilhões de dólares. Já os investidores canadenses, somaram 36,8 bilhões de dólares em suas aquisições.

A maior parte desse dinheiro vem de particulares que buscam comprar um segundo imóvel nos Estados Unidos ou uma casa, porque acabam de se mudar para o país com o visto de investidor (EB-5), enquanto outros investem como fonte de renda ou para revender.

“Essa familiaridade com os investimentos imobiliários como modo de poupança é comum na China e reflete o fato de que as famílias chinesas não hesitam em comprar um segundo imóvel residencial nos Estados Unidos”, indica o estudo.

Seria a motivação explicada pela necessidade de investir no exterior em dólares diante da preocupação com a desvalorização do iuane chinês?

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